
EP#10
Métodos naturais: a contracepção politizada
Os chamados “métodos naturais de contracepção” estão sendo instrumentalizados para potencializar um discurso que ataca os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres. E isso manipulando dados científicos.
A jornalista Jéssica de Almeida mostra como uma lei local — a criação do Dia Municipal dos Métodos Naturais, em Belo Horizonte (MG) — é parte de uma estratégia maior, que vem ganhando espaço no Brasil. Este episódio é o primeiro da nossa chamada de pautas sobre as eleições de 2026.
O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil.
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Nota da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte:
A Secretaria Municipal de Saúde informa que cabe à mulher a escolha do método contraceptivo. Nesse contexto, os profissionais de saúde devem atuar como facilitadores do processo, oferecendo informações claras, imparciais e atualizadas sobre os diferentes métodos disponíveis, incluindo eficácia, possíveis efeitos colaterais, contraindicações e modo de uso.
A Secretaria Municipal de Saúde esclarece ainda possui um protocolo de planejamento sexual e reprodutivo, que pode ser consultado no link: https://prefeitura.pbh.gov.br/sites/default/files/estrutura-de-governo/saude/2025/28-02-2025_smsa_planejamento-seuxual.pdf
ENTREVISTADOS
Ana Maria Costa
médica sanitarista e integrante do Grupo Temático Gênero e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
Uner Augusto
vereador de Belo Horizonte (PL/MG) e autor da lei do Dia Municipal dos Métodos Naturais.
Luciana Panke
professora titular do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisadora de comunicação política no Brasil.
Luciane Belin
jornalista e pesquisadora do NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com foco em gênero, misoginia e direitos sexuais e reprodutivos.
Luiza Dulci
economista e vereadora de Minas Gerais (Partido dos Trabalhadores, PT)
Polyana Valente
professora da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) com
mestrado e doutorado na área de História das Ciências e pesquisadora colaboradora da Fiocruz Minas.
Marlise Matos
coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem), do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Illana Ambrogi
médica e pesquisadora do Anis Instituto de Bioética, com doutorado em bioética, ética aplicada e saúde coletiva.
