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EP#14

Ventos da exclusão

Na última década, o Nordeste brasileiro perdeu 16 mil hectares de vegetação nativa para os parques de energia eólica. Mas o desmatamento está longe de ser o único impacto dessa “fonte de energia limpa”...

Neste episódio, você vai entender como a transição energética “supostamente limpa” no Brasil se apropria dos recursos naturais enquanto causa prejuízos para comunidades historicamente excluídas, com impactos negativos na saúde, no sustento e na cultura local. 


Este episódio teve o apoio do Observatório da Branquitude, que produz conhecimento e pressiona autoridades para que enfrentem as desigualdades raciais. Confira o “Guia para uma transição energética justa” que essa organização produziu: https://observatoriobranquitude.org.br/wp-content/uploads/2026/05/OdB_Guia-para-uma-transicao-energetica-justa_Digital.pdf


A reportagem com vídeo da torre caindo, que citamos no episódio: https://marcozero.org/aerogerador-desaba-em-parque-eolico-que-voltou-a-operar-apos-liminar-da-justica/ 


Apoie o financiamento coletivo do nosso livro “A Ciência Colonizadora”: https://www.catarse.com.br/acienciacolonizadora


O Ciência Suja recebe apoio financeiro do Instituto Serrapilheira.

ENTREVISTADOS

Dona Roselma

ex-moradora da Comunidade Rural do Sítio Sobradinho, em Caetés, no interior de Pernambuco, onde há um parque eólico.

Wanessa Gomes

professora na Universidade Federal de Pernambuco e colaboradora do programa de pós-graduação da Fiocruz de Pernambuco. É enfermeira sanitarista, com doutorado em saúde pública.

Luiz Antonio Soares

doutorando em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco e um dos responsáveis pela pesquisa e elaboração do “Guia para uma transição energética justa: raça, gênero e território como bússolas para imaginar o futuro”, em parceria com o Observatório da Branquitude.

Thales Vieira

antropólogo e diretor de estratégias e programas e um dos fundadores do Observatório da Branquitude, organização que produz conhecimento e pressiona autoridades para que enfrentem as desigualdades raciais.

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Rani Sousa

moradora da comunidade quilombola de Macambira, na região do Seridó, no Rio Grande do Norte, que estuda o que mudou na relação dos moradores com o território depois da chegada dos empreendimentos eólicos.

Fernando Joaquim Maia

professor de Direito da Universidade Federal da Paraíba e membro do grupo de pesquisa e extensão Dom Quixote.

Cacique Robério

do povo Kapinawá, que fica no Vale do Catimbau, na região de Buíque, em Pernambuco.

Geovanna Freitas Paim

geógrafa da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA) que estuda o uso das terras no estado.

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